A Garganta da Serpente
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Reflexão após ver o filme japonês BARAKA

(Tania Montandon)

O filme transmite idéias sobre o que acontece em todo o mundo, a diversidade de raças, crenças, comportamentos, culturas em geral. Mostra aspectos existentes no islamismo, no budismo, no cristianismo e no judaísmo. Há a presença dos quatro elementos básicos da Terra: fogo, ar, terra e água.

Percebe-se a evolução do ser humano, a criação da cidade grande, acarretando uma sociedade cada vez mais competitiva. Há várias contradições relativas ao desenvolvimento da inteligência humana, vista que o homem torna-se capaz de produzir obras fantásticas, contudo ignora graves problemas ecológicos, a fome, a luta pela sobrevivência...

Como exemplo, uma árvore que leva cerca de cem anos para se desenvolver é destruída em um minuto pela serra elétrica. O ser humano abusa de seu poder natural destruindo inconsequentemente a Natureza.

É no mínimo curioso como uma espécie tão dotada de inteligência divide restos de alimentos de um lixão com vira-latas e ratos.

No Japão, a mentalidade obsessiva por trabalho e progressos tecnológicos mecanizam as pessoas e reprimem suas emoções, justificando talvez seu maior índice mundial de suicídios.

O progresso é importante e fundamental para o desenvolvimento e satisfação dos indivíduos, pois estes estão sempre em busca de algo mais para melhorar sua qualidade de vida, para ter um sentido pra prosseguir, criar, procriar. No entanto, além de criar é mister preservar as riquezas naturais e ficar alerta para que não acabem ou o processo de evolução sucumbirá.

Baraka
Baraka
Direção: Ron Fricke
Duração: 104 minutos
Ano: 1992

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