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Floresta Adimensional
De cabeça para baixo,
Ressecada a pele cansa,
Agudos sentimentos que,
Do sangue, a boca gela.
Atenta à neblina cegueira,
Valsa desvenda funesta,
Segredos que a noite escondia,
Dentre as galhas caídas.
Às baixas nuvens...
Firme de si,
Qual um inseto predado,
Réptil em conserva vigia,
Sapos costurados ao avesso.
Sob meu galho maior,
Criaturas da noite desafiam espíritos,
E sobre meu galho menor...Posso dizer,
Corujas traidoras dominam ávidas.
Carne viva renascia da gengiva,
Dente da raiz nevada,
Na moda está,
Caso ressurja a superfície.
Atrevida cúpula amaldiçoada,
Cerca o vazio irracional ao homem,
Compactuado em sonhos,
Dos desalmados zumbis.
Nefelibata
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| Uma verdade há, que não me assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros (Rui Barbosa
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