A Garganta da Serpente
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Nefelibata - Formado em Administração de Empresas, compõe poesias desde os 14 anos. Também faz musicas, contos e eventualmente crônicas. Dentre seus autores preferidos estão: Augusto dos Anjos, Machado de Assis, Alvarez de Azevedo, Baudelaire, Goethe e Nietzsche. Criticado por ser "poeta de um tema só", dá importância maior ao amor, a liberdade e aos assuntos inerentes ao que "os olhos não podem ver". Poeta do absurdo, sugere em seus poemas reflexões que nem sempre são convencionais ou possíveis de se discernir o real do imaginário.

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ler trabalhosA Toca da Serpente


Floresta Adimensional

De cabeça para baixo,
Ressecada a pele cansa,
Agudos sentimentos que,
Do sangue, a boca gela.
Atenta à neblina cegueira,
Valsa desvenda funesta,
Segredos que a noite escondia,
Dentre as galhas caídas.
Às baixas nuvens...
Firme de si,
Qual um inseto predado,
Réptil em conserva vigia,
Sapos costurados ao avesso.
Sob meu galho maior,
Criaturas da noite desafiam espíritos,
E sobre meu galho menor...Posso dizer,
Corujas traidoras dominam ávidas.
Carne viva renascia da gengiva,
Dente da raiz nevada,
Na moda está,
Caso ressurja a superfície.
Atrevida cúpula amaldiçoada,
Cerca o vazio irracional ao homem,
Compactuado em sonhos,
Dos desalmados zumbis.


Nefelibata


Uma verdade há, que não me assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros
(Rui Barbosa )

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