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POEDEUSA
Quebrou-se o sol da vida
E a nívea cor inundou uma alma
Silenciosa, muda, medrosa e calma
Deixou a terra de negro invadida.
Transformou-se em sonho alado
Navegando por "mares nunca dantes navegado"
Alçou vulcões, dançou em nuvens
E habitou um chão de penas depenado.
Olhos de fogo convidam às letras
E a carne se faz espírito e aceita
Na dança das águas acontecer o abraço
E o gozo de beijos deitados no regaço
De dois anjos flutuando azuis e verdes
Em céus desconhecidos, perdidos, iludidos
Num universo carente, enquanto corpos se tocam
No infinito abraço, de páginas poéticas de condores idos
Então, leio o mundo, em olhos e páginas inteiras
Danço a dança das letras, me disfarço em caneta
Me expondo e me escondo faceira enquanto
Me torno homem, mulher, deusa, porque poeta.
Luckka
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