A Garganta da Serpente
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José-Augusto de Carvalho
Neste chão! Não canto, porque não quero,/ nem filhos de algo, nem clero. // Poeta, filho do vento,/ invento os meus pergaminhos! / Que fiquem, por testamento,/ ao pó de incertos caminhos! // Poeta sou, panteísta! Acima de mim permito/ apenas quem, alquimista,/ poemas faz de infinito. // Poeta sou, neste chão! /E canto como quem lavra /uma promessa de pão / suado em cada palavra... José-Augusto de Carvalho /17 de Abril de 2006./ Viana do Alentejo * Évora * Portugal

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