|
|
|
  |
 |
 |
 |
 |
|
Fernando dos Santos, nasceu em Bensafrim, concelho de Lagos, em 5 de Abril de 1936. Aos dez anos começa a trabalhar como aprendiz de carpinteiro naval e aos 17 fabrica por sua conta pequenas embarcações de pesca. Herda de seu avô materno o gosto pela poesia e, adolescente, escreve os seus
primeiros poemas. Presta serviço militar em Goa e em 1961 regressa a Lagos e vai para Lisboa. Escreveu e rasgou centenas de poemas desde os seus tempos
de adolescente até aos 62 anos de idade. É nessa altura da sua
vida que se inicia no campo da informática e começa a imprimir
e guardar seus poemas. Em 2001 publica o seu primeiro
livro de poesia, Sonho Poético, com 141 poemas e 152 páginas.
Os seus poemas têm sido divulgados em vários sites
da internet e lidos aos microfones da Rádio Renascença (líder de audiências em Portugal). Há dois
anos concorre a jogos florais de poesia em Portugal e no Brasil, tendo poemas premiados com primeiros, segundos e terceiros prêmios
e muitas menções honrosas. Fala e escreve fluentemente a língua
francesa, domina perfeitamente a espanhola e, no que concerne à inglesa,
fala o suficiente para não ter problemas sempre que a ela tenha de recorrer.
Conhece 26 países, europeus, africanos e asiáticos,
mas continua amando o seu jardim português e, particularmente, a sua linda
e velha cidade, Lagos, cuja baía e excelentes praias fazem as delícias
de quem a visita.
  
|
|
 |
 |
 |
  |
|
SOU FILHO DA NOITE ESCURA!
Vejo da minha janela,
Brilhando no céu escuro.
Pequenina, tão singela,
Será finalmente aquela,
A estrela que procuro?
Mas como vou alcançá-la,
Se nada vejo na rua?
Gostava de apanhá-la,
E no meu peito guardá-la,
Para envergonhar a Lua!
A Lua que me rejeita,
No auge do seu luar.
Mas sem pudor me espreita,
E de prazer se deleita,
Se me vê a tropeçar!
Por isso tendo no peito,
A minha estrela singela.
Eu sentiria o efeito,
De lhe mostrar por despeito,
Que posso viver sem ela!
E sem a Lua brilhando,
Sorridente lá no céu.
Continuava sonhando,
Com estrelas derramando,
Sobre mim,... oculto véu!
Sou filho da noite escura,
Caminho às apalpadelas.
Mas a noite tem ternura,
No silêncio que perdura,
Lá no céu,... junto às estrelas!!!
Fernando dos Santos
|
|
|
|
 |
 Sonho Poético
Sonho Poético
Fernando dos Santos
|