Eduardo Oliveira Freire - Sempre me perguntam sobre meu currículo e minha biografia. Mas nunca sei o que dizer. Agora, sei: terminei a faculdade recentemente. Sou aspirante a escritor. E tenho um projeto de publicar o meu livro de contos a quarenta anos. Eu sou minha própria esfinge e me devoro, por não me desvendar na imensidão sem fim, que é o meu ser. Não tenho mais a nada a declarar ou melhor dizendo "nádegas a declarar".
O escritor deve acreditar na luz. Mas o escritor não é um iluminador. Como uma janela, ele filtra a luz que lhe atravessa a alma