A Garganta da Serpente
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"Meu nome é Barbara Amar. Se pedissem para me definir eu diria que sou uma artista da vida. Uso uma máscara de felicidade que esconde o sofrimento que me corrói a alma. Sorriso alegre, olhar triste - esta sou eu. Também sou uma mulher sensual, dotada de muita garra e tenacidade. Escrevo compulsivamente. Posso dizer com sinceridade que aos 58 anos mergulhei de cabeça na escrita. Sou melhor na prosa do que na poesia, mas um dia eu chego lá...".

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POSSUÍDA

Perdida em brumas
tropeço,
um frio terrível,
umidade excessiva...
Adormeço cansada,
tanto medo me envolve.
Vejo a sombra do mal
com longas asas
a cobrir-me.
Sem resistência volto-me,
seminua,
e recebo sua carícia íntima.
Não me rebelo,
esvai-se meu vigor.
Vejo-me engolfada pelo orgasmo,
implacável,
que me domina.
Extingue-se minha energia
e com ela a vida.
Passo a outro plano;
nem assim me esquivo
à sua presença.
Lá está ele,
à minha espera.
Eterno...


Barbara Amar


Uma verdade há, que não me assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros
(Rui Barbosa )

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