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POSSUÍDA
Perdida em brumas
tropeço,
um frio terrível,
umidade excessiva...
Adormeço cansada,
tanto medo me envolve.
Vejo a sombra do mal
com longas asas
a cobrir-me.
Sem resistência volto-me,
seminua,
e recebo sua carícia íntima.
Não me rebelo,
esvai-se meu vigor.
Vejo-me engolfada pelo orgasmo,
implacável,
que me domina.
Extingue-se minha energia
e com ela a vida.
Passo a outro plano;
nem assim me esquivo
à sua presença.
Lá está ele,
à minha espera.
Eterno...
Barbara Amar
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| Uma verdade há, que não me assusta, porque é universal e de universal consenso: não há escritor sem erros (Rui Barbosa
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