A Garganta da Serpente
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Eu sei interpretar o que leio?

(Vilma Corrêa da Silva)

Muitas vezes, o estudante universitário não consegue entender um enunciado de uma avaliação, seja ela de qualquer disciplina, exatamente pela sua carência em matéria de leitura e escrita.

Para o universitário não habituado à leitura, deparar-se com uma avaliação em que as respostas têm que ser dadas de forma discursiva torna-se um martírio, haja vista que, além de ter que mostrar sua habilidade escrita, terá que entender o que pede o enunciado da questão proposta. È aí que ele lamentará profundamente não ter adquirido o hábito de ler desde a alfabetização.

Se ele não gosta de ler, conseqüentemente, não gosta de escrever e, para ter habilidade na segunda, é necessário que sinta prazer na primeira e faça da leitura de livros uma rotina em sua vida para que possa ganhar aptidão em interpretar um texto, seja este de que natureza for.

Sabemos que, ao superar um obstáculo, sempre surgirá outro. Por que, então se deixar vencer por eles, se há capacidade em superá-los? O aluno que teve uma infância com pouca leitura tornar-se-á um adulto com grande probabilidade de não ser hábil em escrita e interpretação de textos, pois, cada um lê com os olhos que tem e interpreta de onde os pés pisam, isto é, tudo vai depender do tipo de leitor que está diante do texto.

Ainda há tempo para mudar a situação e se tornar dono dela, ou seja, começar a ler livros e entrar em sintonia com o autor para entender o que ele escreve. Saber ler as entrelinhas é apreender o sentido global do texto.

Não deixe seu professor perder tempo tentando adivinhar o que você estava tentando dizer com aquela resposta "sem pé nem cabeça" dada na prova e mostre que você quer e vai mudar, tornando-se um leitor competente, crítico, e com conhecimento de mundo, que sabe como e porque escreve.

Qualquer texto, seja humorístico, poético, prosa, de caráter científico, tem que ser entendido e dominado pelo estudante universitário. É o mínimo que se espera do aluno de nível superior, afinal, ser um graduando que comete erros grosseiros de ortografia e usa o famoso "copiar, colar" das apostilas que lhe cai em mãos para estudar e interpretar não acrescentará valor intelectual ao seu trabalho. O importante é traduzir o que o autor do texto está querendo dizer e não copiar suas palavras. Leia o texto, no mínimo três vezes, antes de tentar interpretá-lo. Com certeza ele parecerá bem mais fácil de entender do que parecia a princípio.

Lembre-se de que, o estudante de nível superior que almeja ser um Educador, principalmente de crianças, necessita ter um bom domínio da leitura e da escrita. É o legado que deixará para os futuros universitários.

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