A Garganta da Serpente
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O computador acabará com o livro?

(Luciano Silva)

Nada substitui o olhar taciturno, o folhear atento a dezenas, centenas ... de páginas - surradas ou não. O livro, seja de conto, romance, crônica, (assevero, são os meus preferidos) configura fonte inesgotável de conhecimento; é alento necessário para o nosso cabedal intelectual. Através do livro, iniciamos nossa alfabetização, conseqüentemente nos preparamos para alcançar o cimo nesse sistema montanhoso que requer cada vez mais pessoas bem instruídas.

Fundamentado, sobretudo, em estudos existentes, o homem inventou o computador. Não fosse o livro, âmago do conhecimento, fonte sobeja em que constantemente desenvolvemos nossas faculdades latentes, jamais teríamos idéia da existência do computador, muito menos saberíamos operá-lo.

Portanto, é mais justo afirmarmos que o computador, em vez de levar a cabo o livro, se torna um importante agente disseminador do próprio livro, tendo em vista que, por meio das várias funções disponíveis no computador, é possível efetuarmos operações e transações que, atualmente, são impossíveis de realizá-las sem a ajuda de um computador.

Hoje, por exemplo, para se editar um livro, quase todo o processo é feito com o auxilio do computador. Outra parcela de contribuição que o computador exerce em favor do livro, é no processo da comercialização. Tirando proveito do computador/internet, vende-se, diariamente, uma considerável gama de livros, - tudo efetuado em tempo real, dos locais mais próximos aos mais remotos. O melhor de tudo: nós, os consumidores, em alguns casos, não saímos sequer de casa.

Privilegiado o homem que, quer posto sobre uma rede, na beira da praia, quer sentado num tamborete no copiar de uma choupana, consegue estabelecer uma relação de companheirismo com o livro e, assim, palmilhar caminhos jamais percorridos, vivenciar as salvas finais lançadas sobre Canudos, presenciar os encontros e dissabores amorosos, pelos quais Inocência se sujeitou...

Os últimos séculos foram designados por uma única tecnologia. No século XX, não é diferente: está sendo denominado como a era da informação. Destarte, temos que estar constantemente à procura da informação, seja através do livro, seja por meio das diversas ferramentas que o computador nos oferece, para, só assim, preenchermos os espaços infinitos - disponíveis em nosso disco rígido intelectual.

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