A Garganta da Serpente
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Júlio Seidenthal
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O teatro naturalista
(Júlio Seidenthal)

É comum os novos atores estarem expostos ao conceito de que o ator se faz de improviso, num impulso criativo, sem técnica ou processo repetitivo. São como escolhidos, privilegiados de um corpo físico,um reality show da forma sem o conteúdo despido,não a entrega dos sentimentos idos,há apenas exibicionismos, sem opinião, ou senso crítico,sequer a lógica de um teatro de estética confortável,é mercado,publicitário,de personagens mal construídos, e o que será do teatro de experimentalismos, até Stanislavisk pensou a interpretação orgânica para aproximar-se da verdade do espírito humano que se estanca,mascara a lógica da navalha,corta,e se entrega. Bertold, mesmo discordando ou se distanciando, quis controlar a faca,que ele sabia que existia,nas mãos do velho professor, e agora, que tal unir os dois:somos naturalistas de novela,como críticos expressionistas do feijão com arroz, é possível, até na guerra ou na revolução que os dois creram na transformação do teatro de expressão, seja na naturalidade da identificação ou seja no distanciamento da reflexão. somos. atores ou não, comprometidos com a busca da técnica, e reflexão. e ainda assim, tem poesia em quem se compromete na busca da verdade do teatro de fatos, sem promessa, pois representar a própria vida não dói e dignifica,nunca mais diga que teatro é mentira,seu teatro principia ,mas não vinga. compromisso com a busca da verdade, é poesia,seja artista e não minta.


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