A Garganta da Serpente
ajuda
 
 
versão para impressão
recomende esta página

A Garganta da Serpente

Serpeias lenta, sob teu ventre frio,
sagaz serpeias, oh serpe mordente!
Filha és da Morte, dum ser doentio,
ardilosíssimo ofídio da mente.

É tua garganta o covil do Infinito,
que vai tragando a abissal poesia,
de toda cria dum seio maldito,
tudo que é dor e dolência, agonia.

Vai sibilando, serpente tristonha,
e inoculando em meus veios peçonha
co vinho ardente do verso que tragas!

Num grande gole de morte e cicuta
te encontrarei, oh venal prostituta,
na solitude das fúnebres plagas...


Victor Eremitus



Agmael Lima
Agonis
Agostina Akemi Sasaoka
Affonso Romano de Sant'Anna
Alexandre da Conceição
Arcanjo do Inferno
Aníbal Beça
Arnaldo Massari
Asta Vonzodas
Bernardo Almeida
Carolina Salcides
Charles Baudelaire
Clevane Lopes
Coelho de Moraes
Condessa de Lis
Cristina Guedes
Cruz e Souza
Dáia Flórios
Dagô
Dalva Agne Lynch
Diego André Gorla
Diógenes Pereira de Araújo
Dunia el Hayed
Edson Bueno de Camargo
Edemilson Reis
Eliana Mora
Eni Gonçalves
Eric Ponty
Eustáquio Mário Ribeiro Braga
Fernando dos Santos
Fernando Gregório
Frederico Barbosa
Gabriela Melo
Guillaume Apollinaire
Haroldo P. Barboza
Hermanno Guimarães
Humberto Firmo
Irimatines Oliveira Lima
Jaime Marques
Janos Biro
João Bosco Bezerra Bonfim
Juraci Rocha Silva
Klaun
Knight
La Fontaine
Leda Silveira
Ligi@Tomarchio®
Líria Porto
Lu Freire Sanches
Lucas Nicolato
Maiaty Saraiva Ferraz
Luciana do Rocio Mallon
Marcial Salaverry
Mário de Sá-Carneiro
Mateus Machado
Miguel Eduardo Gonçalves
Najastar
Oscar Portela
Paul Valéry
R. Carvalho
Rachel dos Santos Dias
Regina Lyra
Sidnei Olivio
Sigmar Montemor
Sílvia Araújo Motta
Sonia Santos
Valdyr Fuîn
Victor Eremitus
Zoe de Camaris

Copyright © 1999-2008 A Garganta da Serpente
Direitos reservados aos autores  •  Termos e condições  •  Fale Conosco www.gargantadaserpente.com