A Garganta da Serpente
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Serpente

Deslizo silenciosamente...
Olho, atenta.
Paciência...
Com lentidão me aproximo
E lhe encaro;
Meus olhos nos teus, hipnotizo-te
E então dançamos juntos
És minha presa
Fascinada com minhas escamas, minhas pupilas...
Vejo seu medo, mas não há volta para nenhum de nós.
Enrosco-me em ti
E és meu...
Então unimo-nos e te absorvo
Para depois, satisfeita e lânguida,
Partir.
Sou uma serpente,
Selvagem e solitária
E apenas eu
Sou dona de mim...


Mayra Farias da Silva



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