A Garganta da Serpente
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Paulista Paulistana

Uma avenida abriga a cidade
metrópole do caos urbano
suburbanos moradores
trabalhadores em dia de festa
a comemorar em teu asfalto
o carnaval, o futebol,
o reveillon, o Natal,
as eleições, a São Silvestre,
a decepção, o neon...

Sob a garoa fina,
fria e cinzenta,
outrora moradia dos barões do café
tuas mansões hoje abrigam
mercadores ávidos,
agiotas usurpadores,
falidos sobrenomes,
tijolos de concreto
sobre os de barro retalhados,
derrubados, enterrados...

Nas esquinas os faróis,
nos faróis os ambulantes,
ou o trombadinha, ou o assaltante
Vidros fechados, olhos atentos,
neuróticas mãos a suar
Cuidados com os pedestres,
olha a faixa, a multa,
o congestionamento,
as luzes!...

Luzes...
Relógios...
Letreiros...
Neon...
Paulista, avenida paulistana
onde a vida corre e acontece,
tu vives a brilhar!



Thaty Marcondes

(sou paulista, nascida em Jundiaí, e morei em sampa até 3 anos atrás)
postado em 06/1/04
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