A Garganta da Serpente
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Largo do Arouche, um fim de noite

Pequenos toldos coloridos iniciam o passeio das flores.
O que já foi praça e tanque e campo e largo,
Antes da Independência,
Acolhe agora não só o paulistano
Mas o francês que cozinha com a filha,
O Gato do italiano
E um alemão chamado Léo
Que alimentam mais que uma multidão.
Para fazer a digestão: chá do passado
Com direito a República
Direito e Academia,
Teatros e ‘cabarets’
Com obras de arte e arte nas obras.

Passeio o olhar nas flores, nos toldos, nas casas e nos prédios
Passeio um olhar nostálgico de quem viu esse lugar
Passar por glamour, decadência e renascimento
Pinto a saudade que pinta em todos nós
Durante a tarde, logo à noite...
Sonhando...

(Baseado no quadro homônimo de Solanger Paschoalino, minha mãe)



Lizandra Silva

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