A Garganta da Serpente
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CHÃO-GELO

Debruçado ao portão
numa manhã insípida, cinérea
anestesiado em tolhidas impressões
eqüipendentes ao meio-a-meio da paisagem
fracionadas ao bilateral
e sob efeitos colaterais
o transitar das pessoas
resignadas à telepatia do concreto
concretizada em seus semblantes
das duras e rijas fisionomias
que antes são, não estão
matizadas pelo negro, cinza, bege
e o branco-gelo da rigidez
a fria rigidez do concreto
trincando a alma
fragmentando-a.



Carlos Felipe R. Fernandes

(Paulista de Sorocaba, reside atualmente em Guaratinguetá, amante da poesia e grande admirador desta grande capital "brasileira".)
postado em 03/1/04
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