A Garganta da Serpente
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São Paulo, meu amor

O mundo cabe em meu peito,
Do lado do coração.
Em brasis que se convivem.
Na terra cosmopolita,
Há rufar de muitos tambores.
Há histórias de muitos passados,
E de muitas epopéias.
Minha alma pediu aldeia,
Recebi ninho, ganhei colo.
O meu berço definiu-se
Em memórias ancestrais.
Impregnadas de cotidianos.
Tenho cicatrizes de saudades,
No patinho feio que fui.
Usei minhas cartucheiras ,
Meus rifles,
Prenhes de bala,
Minhas peixeiras e punhais.
Pra me defender.
Na selva de tanta gente.
Nas entranhas,descobri..
Ah,São Paulo, meu amor.



Arlinda Lamêgo

postado em 04/2/04
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