GIL DA RUA
Cadê Gil de paraíso De vaidade caudaloso? Ruminando desatino, Gil que dantes tão formoso
Gil de barro amassado Espremido por demais Nas olarias do destino Gil igual, barro não faz. Gil de pensamento aberto De fechado seu destino Convive com a solidão Mesmo tendo alguém por perto Gil de Sanjes batizado É pagão por natureza Tem certeza do passado E um presente de incerteza Gil guerreiro, Gil valente, Leva em punho a sua espada Mil conquistas, mil vitórias, Gil do tudo, Gil do nada.
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