A Garganta da Serpente
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GIL DA RUA


Cadê Gil de paraíso
De vaidade caudaloso?
Ruminando desatino,
Gil que dantes tão formoso

Gil de barro amassado
Espremido por demais
Nas olarias do destino
Gil igual, barro não faz.

Gil de pensamento aberto
De fechado seu destino
Convive com a solidão
Mesmo tendo alguém por perto

Gil de Sanjes batizado
É pagão por natureza
Tem certeza do passado
E um presente de incerteza

Gil guerreiro, Gil valente,
Leva em punho a sua espada
Mil conquistas, mil vitórias,
Gil do tudo, Gil do nada.



gilsanjes

postado em 03/4/06
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