A Garganta da Serpente
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ROSAS E ESPINHOS

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SAUDADE SERTANEJA


Avistei da plataforma
A velha Maria fumaça
Com seu sino a tilintar.
Saudade me acompanhava
Peguei as malas no chão
Com lágrimas no olhar.
Na lembrança
Meu galo madrugador
Minha vaquinha leiteira
Meu loro tagarela
Meu cão farejador
Meu burrico empacador
Meu cavalo marchador.
Meu velho carro de boi
Levantando o poeirão
Cortando estradas do sertão.
Meu chapel e gibão
Meu laço de couro, cru,
Pendurados no barracão,
O sabiá laranjeira
O assovio do bem ti vi
Lá no alto da palmeira,
Vai comigo na bagagem
O desejo de ficar
Na minha terra campeira.



gilsanjes

(São Paulo/SP baiano que vive em diadema sp desde 1980 apaixonado por poesia.)
postado em 16/11/06
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