A Garganta da Serpente
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OLHOS D´AGUA

Num ensolarado dia
Soprava a brisa mansa
Suave nuança despontou
Transmutou-se em nostalgia
A alegria faleceu
Pereceu nas íris nua
Oh bela olhos d´agua
Qual mágoa veio assolar-te
Afogar-te em rios de prantos
Meu encanto, teu sorriso,
É um paraíso aberto.
Desperto-me no desejo
Dos teus beijos e abraços
Teu regaço, teu calor,
O teu cheiro de alfazema
De pecado tem sabor
Meu amor sofre calado
Mergulhado em doce fel
Mel amargo é saber
Que outro alguém te completa
Mas te faz sofrer também.



gilsanjes

(São Paulo/SP baiano que vive em diadema spdesde 1980 apaixonado por poesia.)
postado em 06/10/06
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