A Garganta da Serpente
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Demônio da Garoa

Demônio da Garoa

Enquanto a saudade
em mim doer,
esta terra será minha,
a terra úmida,
da garoa,
dos demônios,
esta desvairada.

Enquanto arder no peito,
esta terra será minha,
esta puta que me pariu,
terra que abraçou
doces e bárbaros,
de entradas, de bandeiras
e dos Mutantes.

És minha
mesmo quando as chaminés
escondem dos meus olhos
o teu céu azul anil.
Será sempre a minha terra
São Paulo,
enquanto a saudade
em mim habitar.



Emerson da Silva Bento

(Paulistano que vive em Palmas-TO.)
postado em 21/1/04
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