A Garganta da Serpente
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ODE AO POVO PAULISTA

Soldado audaz do heroísmo!
Bravo filho bandeirante!
Vencedor do próprio abismo,
Sem recuar um instante!
Levanta da terra fria,
Empunha o fuzil certeiro,
E com denodo e energia,
Combate o Brasil inteiro!

São horas! Marchar! À frente!
Teus companheiros despertam,
Já se ouve um fragor ardente,
Dentro da noite deserta.
Na santa nobre conquista,
Que importa a luta renhida?
Se a morte tomba um paulista,
Brota do chão outra vida!

Quebra a lousa! Avante! Avante!
Bradar armas, camarada!
A glória de um bandeirante
É como a luz da alvorada...
Já se ouve o canhão da serra,
Soluça a voz da metralha,
Quem morre pela sua terra
Tem a pátria por mortalha!

No livro eterno da história,
Gravaste um dia o teu nome,
O bronze erguido com glória,
Nem o século consome!
Tu não morreste, soldado!
Brandindo a espada impoluta,
Marchar! À frente! É o teu brado,
Ninguém se esquiva da luta!

Faz do túmulo a trincheira,
Da cruz o heróico valor,
Da lousa faz a bandeira,
Santificada na dor.
Marchar! Avante! Ligeiro!
Pega da bomba e o fuzil!
Avante! Nobre guerreiro!
Para o fulgor do Brasil!



Pilar Reynes da Silva Casagrande

(Andreense que vive em Rio Claro e apaixonada por São Paulo.)
postado em 21/1/04
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