A Garganta da Serpente
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O Convite

A chuva que cai
Lágrimas se esvaem
Nuvens escuras que pairam no ar

Toda vez que por ali passo
Ela me seduz... me faz pensar
Diz que minha alma quer levar

O silêncio de neblina combina
Com um choro dentro do meu eu
Vejo um corpo que cai

Um salto ao vento
Sem direito a arrependimento
Você apenas vai

Vejo a beleza destorcida
A alma sofrida
O romper da vida

Não vejo algo humano
Vejo ossos... vejo restos
De algo que um dia foram versos

A névoa levou um corpo
O sangue lavou o asfalto
A dor que matou a alma

Meu anjo nunca me perdoará
O feri deixando-o sozinho
Sobre a terra abandonado está

Meu anjo... queira me perdoar
Sempre te amarei
Não queria fraquejar



Leônidas

(Jaciara-MT)
postado em 07/2/06
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