A Garganta da Serpente
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CLIMA QUENTE

Ta, ta, tara, tatá
Gira a arma e mata mais um
No ponto do ônibus lotado
Sinal não fecha
A faixa sumiu

Na região lombar
Na região ABC
Um chute, um grito
Ninguém viu,
E a fila continua movendo

Sete horas
Na noite caótica fria
É pouco,
Mas eles estão de prontidão
E de repente vem a lâmina

Cortando, cortando..
Espalhando gente
Prá todo lado
Gente desorientada
Gente desconfiada

Aleluia!
Aleluia que o dia raiou!
Uma entrevista
E afirma a pálida branquela
Que a vida tem de continuar



Rodrigues Bomfim

(Rio de Janeiro/RJ)
postado em 24/8/06
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