A Garganta da Serpente
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Paulicéia Onipotente

Um jovem homem parte em
sua direção. Leva desejo
no peito mas ainda nem
imagina o tamanho
de sua adimiração.
Por mares nunca dantes
navegados, com seus
companheiros que no fu
turo retornariam frus
trados. Chega ao império do
concreto embora toda
sua existência resi
di-se no abstrato. Na gran
de arena moderna entre
casa majestosas a
cada minuto que pas
sa a realidade se tor
na cada vez mais desgos
tosa. E tomado então der
repente pelo ar pesa
do e impregnado da res
piração dos carros que
reforça a dor da derro
ta. Retorna então cabisbai
xo por entre rotas e
prédios que seus olhos ja
mais viram tantos, chora en
tão escondido ao lado do
rio moribundo que le
va ao caminho de casa
carrega de sua estréia a dor
do tempo perdido.



Rodrigo G. M. Silvestre

(Paulistano vivendo em Londrina)
postado em 11/1/06
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