A Garganta da Serpente
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Libertário Verão

Lentamente corroem nosso Ser
Numa imperceptível jogada
Dos que querem derrotar-nos.

Um Sistema quer aprisionar-nos
Numa cela invisível e pregada
No inconsciente sem se ver.

Somos escravizados e amargurados
Pela lógica excludente...
Em que o diverso é cerceado.

Imprensa branca (policial desarmado)
Impressões de um Mundo decadente
Vemos ser dogmas idolatrados.

E a Sociedade, inerte na alienação
Faz o jogo da mercadoria ilusão
Que vende-se no shopping center.

E Eu, meus gritos - que são nossos -, ficamos sem ter
Vozes para ecoar; na reclusão
Obrigados por uma Elite sem coração!

E o Mundo assiste atônito e triste
A cada conflito de terror
Fazendo-se crer que a culpa é do Bin Laden.


Mas, a chama em mim - por nós - persiste
E mesmo em meio ao horror
Uma Luz faz com que meus sonhos - que são nossos - não se acovardem!

E eu sei que um dia
Longe da ganância do Poder
E da materialidade do Sistema

Toda e qualquer rebeldia
Terá direito de conceber
A felicidade fraterna para além do poema.

E os pensamentos contrários conviverão
Numa Sociedade com respeito
Às idéias aliadas à justiça,

Em que tudo o que – por nós - me atiça
Agora escrever, no poema, que pulsa meu peito
Far-se-á um Libertário Verão!



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